Periodicamente, a imprensa divulga pesquisas mostrando a freqüência com que as pessoas fazem sexo. No Brasil, esse número costuma variar entre uma e três vezes por semana. Ao tomar conhecimento desses números, muitas pessoas ficam angustiadas. É que, em seus relacionamentos, elas fazem bem menos sexo. Três, duas, uma vez por mês. Ou nem isso em alguns períodos. Então, surgem os fantasmas: será que há algo errado no casamento? É grave? Dá para consertar?
Freqüência ideal
Segundo os especialistas, a primeira coisa que alguém nessa situação precisa saber é que não existe uma freqüência ideal. "Uma noite de amor por ano com preliminares bem-feitas pode ser melhor do que várias transas por semana", compara a psicoterapeuta paulista Teresa Avolio Bonumá, autora do livro 500 Perguntas sobre Sexo (Objetiva). O que torna o ritmo ideal ou não é a maneira como o casal se sente em relação a ele.
De acordo com Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade Humana, existem basicamente três forças de ligação entre um homem e uma mulher. "Uma das que aparecem primeiro é o sexo", diz ela. "Mas as pessoas também se apaixonam pelo jeito de ser do outro e pela possibilidade de um projeto de vida em comum, incluindo ter filhos, construir um patrimônio."
Briga e traição
Em geral, segundo ela, cada indivíduo dá mais valor a um desses fatores, que acaba se tornando o principal pilar do relacionamento. Se o que mais importa, por exemplo, é o projeto de vida, a retração sexual após vários anos de convivência pode não abalar a união.
Já quando a principal força de ligação é o sexo, para ambos ou só para um dos dois, a diminuição na freqüência das relações pode ter um efeito devastador. A insatisfação tende a gerar acusações, brigas, ciúmes e traições, pondo em risco o casamento.
Qualquer que seja a principal força de atração, no entanto, os especialistas recomendam dedicar sempre um cuidado especial à sexualidade. Eles afirmam que a diminuição do desejo ao longo do tempo se deve, em parte, a instintos herdados dos nossos ancestrais: nos primórdios da espécie humana, ter muitos parceiros sexuais, e assim produzir uma prole maior e mais diversificada, representava uma vantagem. Mas lembram que existem também vários fatores que po-dem ser evitados ou combatidos, relacionados com a qualidade de vida e o cultivo da sedução e da sensualidade (quadro ao lado). Agir assim pode até não fazer o casal atingir a média de freqüência sexual verificada nas pesquisas. Mas com certeza ajuda a fortalecer os laços da união.
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"Uma noite de amor por ano com preliminares bem-feitas pode ser melhor do que várias transas por semana"... me desculpem os profissionais da área de Psicologia, mas esta frase da senhora Teresa Avolio Bonumá, psicoterapeuta, é no mínimo ridícula. Estes profissionais, de tanto tentar racionalizar/amenizar/adaptar ou qualquer outra coisa que tentam fazer, acabam esquecendo de nossa própria natureza e de que, gostem ou não, somos ANIMAIS... não somos robôs programáveis por uma série de parâmetros que um psicólogo apressadamente publique para vender uma porcaria de livro. Espero que minha espôsa nunca leia esta aglomeração inútil de papel.
Me desculpe, mas por favor... uma vez por ano???
hahaha