Ex-heterossexual convicta, nossa repórter nunca havia imaginado que um dia provaria as delícias de um corpo feminino. Ela provou e agora conta como foi fazer turismo na ilha de Lesbos
Por Louise Sottomaior Que o corpo feminino é muito mais bonito e sensual que o masculino, nenhum leitor há de discordar. Nem eu. Mas sempre preferi os homens, até pela mecânica da coisa. Sim, já tinha beijado algumas mulheres, acho até que tinha me apaixonado por uma. Mas era mais para provar uma nova experiência ou por insistência delas. Ou durante o sexo, digamos, mais interativo ou dispersivo, como eu entendo essa brincadeira coletiva. Uma mulher me provou de maneira intensa e irrefutável e, por isso mesmo, apaixonante e assustadora, pois o corpo feminino é, cada pedacinho e ele inteiro, um enorme órgão sexual. E a mecânica, apesar de deliciosa, passou a não ser fundamental. E é uma mulher linda! Não daquelas que param todo um salão com sua chegada. Não. É uma mulher que não se destaca pela altura, porte ou estonteantes curvas, mas uma daquelas que chegam discretas e revelam sua beleza aos poucos. Podem até passar despercebidas ao olhar de um homem. Mas nunca ao de outra mulher. Chega de introdução. Mesmo porque introdução é coisa que homem faz. E nenhum deles entra nesta história.
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